terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sem fronteiras



Taí uma coisa que eu morro de medo é de viajar... Mas, medo de viajar porque é algo que eu gosto demais. E tenho dentro de mim uma sensação de não pertencimento a lugar algum.

Eu gosto dos cheiros, dos jeitos, gestos e principalmente, de observar a rotina dos moradores de cada lugar.

E é justamente essa sensação de não pertencimento que vira e mexe, fica aqui dentro de mim remoendo, brincando de esconde-esconde.

Um dia dou a louca, peço as contas e crio asas. Lisboa, Madri, Paris, Amsterdan, Londres??? Quem sabe??













quarta-feira, 24 de agosto de 2011

tem dias...


Tem dias que mesmo que você queira ficar calado, algo fica te consumindo e te testando até o momento em que não se espera mais e fala.
Tem dias em que a dor se torna tão latente, tão forte e tão presente que mesmo que não haja motivos para sentí-la, não tem importância, você a sente do mesmo jeito.
E se você encontrasse qualquer motivo para ser sincera, verdadeira, amorosa, carente, vulnerável.. tudo isso ao mesmo tempo, ponderaria, mas se entregaria sem pestanejar ao conforto de sentir-se acarinhado.
E parece que no fundo essa necessidade de estar se torna física e os cheiros que você só guarda na memória ficam ao seu lado o tempo todo te atormentando.Tem dias que a tormenta toda é o dilema do ser patético e transparente, ganhar a briga com seu lado racional e tô nem aí...
Porque em alguns momentos do que vale a pena lembrar dos seus problemas, das contas, da desarmonia de tudo que se vive, quando o que você quer é só esquecer e o seu remédio, no fundo, custa muito caro pra seu ego?
E quando você quer ser corajosa, independente e audaciosa, percebe que suas fraquezas provém do medo da rejeição, porque isso dói demais.
Tem dias que você só deseja que os seus desejos, esses que você não tem coragem de falar nem pra você mesma, se tornem realidade...

domingo, 29 de maio de 2011

mais um retorno


Retorno ao meu local de reverência à minha própria solidão. Aos meus anseios, confissões e disposições. O retorno ao blog é uma tentativa e sempre constante, de fazer valer o que eu sei de melhor, escrever.
E pouco importa se ele é não é acessado, melhor ainda que não seja. Afinal passei da idade de escrever em diários de papel com aqueles cadeados frágeis, tão suscetíveis a serem arrombados. Eis que aqui, meus segredos e aflições, escondo através das palavras que eu mesma publico, assim como faço com tanta presteza na vida real.

Essa vida me parece assim, um eterno esconde esconde.

Uma paixão - as torcidas de futebol



Rubro-negra desde pequenininha, hoje foi o dia de acompanhar o jogo do FlamengoxBahia, aqui no estádio de Pituaçu. O que me deixa mais feliz do que a vitória do meu time, é sem sombra de dúvidas, a emoção dos torcedores.
O que vimos hoje nessa partida foi um show a parte das duas torcidas. Mas, convém ressaltar que prefiro falar da minha, preferencialmente. A cada grupo que se juntava à massa, a saudação dos outros arrepiava até a alma. Confesso que ao descer às escadas rumo ao meu lugar, tive os olhos marejados numa emoção sem tamanho.
O bater dos tambores da torcida, os tantos técnicos que comentam o jogo, xingam os jogadores e se colocam em campo numa tempestade de opiniões, me divertem. O calor que queima o rosto não atrapalha a euforia de ver seu time no campo. Na verdade ele não incomoda nem um pouco, principalmente depois de um golaaaço que faz a torcida tremer e você se juntar à galera.
Ainda consigo reviver o refrão, cantado em uníssono por uma torcida apaixonada: "Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo..." E tantas outras canções que embalam os rubro-negros nos estádios do Brasil e afora, tenho que confessar, meu coração é vermelho e preto por opção, por razão e principalmente por um amor sem igual.